14/07/2012
Neste sábado, em viagem com meus amigos motociclistas, os Bulldogs In Road, tive o prazer de degustar este charuto baiano, elaborado por cubanos, radicados na Bahia e posso afirmar que não ficam devendo nada à ninguém, vale a pena conhecer.
Monte Pascoal é uma nova marca de charutos produzida na
Tabacos Mata Fina, empresa comandada por Lorenzo Orsi.
A fábrica fica em Cruz das Almas, recôncavo Baiano, bem no
coração da região privilegiada para a produção do fumo brasileiro de alta
qualidade.
Os charutos Monte Pascoal levam somente tabaco 100% nacional
da melhor procedência, o que os tipifica como puros verdadeiros. Os tipos
usados são Mata Fina e Mata Norte. Embora contenham os mesmos padrões
genéticos, o terroir (combinação de solo, clima e trato) faz o sabor e o aroma
desses dois tabacos serem nitidamente distintos um do outro. O Mata Fina, de
complexidade aromática marcante, apresenta um bouquet que poucos tabacos no
mundo oferecem.
Já o Mata Norte se caracteriza pela força. Assim, cada
produto da linha ganha um blend diferente desses dois tabacos, permitindo que a
bitola degustada ofereça um sabor totalmente original, tanto pelo formato
quanto pelo blend em si.
Depois de enrolados por mãos habilidosas, cada charuto passa
por um rigoroso controle de qualidade que, entre outros aspectos, testa fluxo,
acabamento e coloração da capa. Os charutos, uma vez aprovados, vão para a sala
de maturação, onde permanecem por no mínimo 3 meses. O descanso serve para
deixar que os tabacos dentro do charuto “casem”, tornando assim o sabor mais
homogêneo e aveludado. Esse processo é fundamental na fabricação de um charuto
super premium.
Os charutos Monte Pascoal são comercializados em caixas com
25 e 10 unidades. Comunicação e embalagem foram desenvolvidas por uma agência
especializada, premiada no Brasil e fora dele. As figuras que adornam a caixa
remetem ao Brasil do descobrimento, valorizando os quinhentos anos de tradição
brasileira no cultivo e trato dos melhores tabacos.
Vale lembrar que Cristóvão Colombo, primeiro descobridor a
conhecer o tabaco, não estava interessado pelo fumo, pois sua viagem tinha como
objetivo encontrar uma nova rota para chegar até a Índia. Por isso existem
vários candidatos ao cargo de introdutor do fumo na Europa, segundo
historiadores: o monge Ramon Pane, os navegadores portugueses Fernão de Magalhães
e Pedro Álvares Cabral, o conquistador espanhol Hernando Cortez, Francisco
Hernandez Gonçalo, Hernandez de Toledo, e até mesmo Américo Vespúcio (o
florentino que deu nome à América).
Embora a origem do introdutor seja obscura, pode-se afirmar
que, com o domínio europeu sobre o Novo Mundo, os marinheiros exploradores logo
começaram a fumar, e após estes, colonos e conquistadores. Quando os retornaram
para a sua terra natal, introduziram o hábito na Espanha e Portugal, por volta
do século XVI. Em pouco tempo o fumo brasileiro dominava o comércio português
de tabaco na África e na Ásia (principalmente na Índia).
Onde tudo começou
O Monte Pascoal, considerado o marco inicial do Brasil, foi
a primeira vista que Pedro Álvares Cabral teve do país, em 22 de abril de 1500.
O monte pertence atualmente ao município de Porto Seguro, situando-se dentro do
parque nacional do Monte Pascoal, criado para preservar o legado histórico e o
ecossistema da região, bem como sua diversidade cultural.
Dentro da área do Parque existem, além da Mata Atlântica,
áreas de restinga, alagados e mangue. No Parque, as visitas são coordenadas por
índios Pataxós, que habitavam a região na época do Descobrimento e se
destacaram na época colonial pela integração com os colonizadores, a quem
apresentaram produtos locais, como o tabaco. Esses indígenas, bastante
influenciados pela cultura civilizada, possuíam tradição agrícola
significativa.
Uma comissão nomeada pelo Governo Federal na década de 1930
determinou o exato ponto do descobrimento do Brasil. A concretização da
proposta de criar o parque partiu do General Pinto Aleixo, que fundou o parque
Monte Pascoal em terras devolutas do estado
Existe ali vasta vegetação composta por árvores brasileiras
(não apenas as nativas) como pau-brasil, maçaranduba e jacarandá. A fauna
também numerosa conta com preguiça, macaco, suçuarana, gavião-de-penacho e uma
infinidade de serpentes (jibóias, surucucus e outras).
Assim como o parque preserva a diversidade étnica e
ambiental, conservando um pedaço do Brasil cheio de encantos e mistérios, os
criadores dos charutos Monte Pascoal buscaram nos requintes coloniais a
inspiração para criar produtos que espelham a riqueza incomparável do país, ao
combinar tradição com as mais modernas práticas de produção, em que terroir,
artesanato e tecnologia produzem charutos inigualáveis.
Muitos charutos de renome internacional utilizam fumo baiano
na composição de seus melhores blends. O Monte Pascoal já contava com o acesso
privilegiado à melhor matéria-prima e aos torcedores mais capacitados. Merecia
uma apresentação compatível com sua qualidade.
Por isso todo o material gráfico foi impresso na Holanda, na
única gráfica especializada em impressão de material para embalagens de
charutos. “Achamos esse trabalho necessário porque um charuto tão bom merece
uma caixa do seu nível.” diz Orsi.





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